Aí teve um dia que eu saí do estágio mais cedo pra estudar. Peguei o ônibus por volta das 16h. O ponto mais próximo à minha casa fica numa rua estreita, com só duas faixas. É tão apertado que quando passa ônibus, não passa carro do outro lado. O motorista do ônibus aproveitou o trânsito parado e abriu a porta um pouco antes do ponto. Eu desci. E fui atropelada por uma moto que, impaciente, passou entre o ônibus e a calçada. E ainda tive que ouvir que eu deveria prestar mais atenção, porque "imagina se acontece alguma coisa com você, moça?". Retruquei que é verdade, que ele que tava certo por passar correndo entre o meio-fio e o ônibus parado; e pela direita! Fui pra casa com tanta raiva que até esqueci de sentir dor, mas a perna roxa do dia seguinte fez questão de me lembrar.